No episódio mais recente do PodDar – Conversas que Inspiram e Provocam, a Dra. Elizabeth Bensabath e Patrícia Teles recebem Jaqueline, a Mona, criadora do bordão que virou movimento: “Nada de boy liso.” Ex-dançarina, dona de uma autoestima impecável e de um discurso direto ao ponto, Mona fala com humor e coragem sobre autonomia afetiva, dinheiro na relação e o valor das mulheres — as “monas”.
Um papo acolhedor, afiado e necessário. Do jeitinho PodDar.
O que é “boy liso” (e por que dizer não)
Para Mona, boy liso é o cara que só suga: chega com fome, sede e expectativa — e zero compromisso. Faz promessas, cola na casa da mulher, mas não soma em nada: não divide despesas, não cuida, não respeita.
“Se quer usufruir da carreta cheirosa, tem que somar.”
O contraponto? Homem provedor — não no sentido de controlar, e sim de responsabilizar-se, construir junto, apoiar projetos (da unha ao curso, do gás ao salão, do preventivo à depilação). Parceiro que investe ao invés de explorar.
Autocuidado não é frescura — é manutenção
Mona lembra, com bom humor, que mulher tem custo de manutenção e que isso não é futilidade: é autoestima, saúde e prazer de existir. Cabelo, unhas, pele, bronze, perfume… e, principalmente, tempo e energia emocional.
Se o cara quer presença, respeite e retribua: no afeto, na atitude e, sim, no Pix quando couber.
Dinheiro, limites e golpes: aprenda a dizer “não”
Histórias reais do episódio mostram o tamanho do problema:
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Seguidora que comprou geladeira e carro para um caminhoneiro e levou calote.
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Móveis comprados no CPF do boy e tomados na separação.
Regras de ouro da Mona:
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Não empreste dinheiro para “salvar” homem.
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Bem no seu nome (sempre!).
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Não sustente quem não soma.
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Gentileza não é obrigação — limite é autocuidado.
Liberdade também é para mulheres
Casamento não é prisão. Cinema com amigas? Bloco no Carnaval? Viagem? Pode.
Se ele tem vida social, você também tem. Relação saudável é confiança + respeito + combinados — não vigilância, ciúme e “curtidas suspeitas” em perfis alheios.
“A mesma medida que vale para o boi vale para a vaca.”
Aparência x autoestima: vista-se para você
Mona cutuca: tem mulher que “desaparece” dentro de casa — cabelo preso com ‘blusa de vereador’, fedendo a cebola, como ela brinca. A mensagem por trás da piada é séria: autoestima se pratica.
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Não é sobre padrão; é sobre cuidar de si, se arrumar por você, em qualquer corpo e fase.
Amigas, rede de apoio e limites
Acolhimento sim; ingenuidade, não. Rede de apoio é essencial, mas cuidado com “amizades” que só pedem e não somam. Intimidade do casal não é vitrine — e casa cheia de gente nem sempre é sinal de proteção.
Autenticidade e casca grossa
Mona é do jeitinho que aparece nos vídeos: direta, franca, sem personagem. Crítica vem? Não fixa, segue o baile. Ela responde seguidoras, puxa conversa, dá chacoalhão quando precisa — e cobra pelo trabalho emocional que realiza. Tempo também é recurso.
Projetos da Mona
No radar: cursos e uma ONG para mulheres, com oficinas de unha, cabelo, cílios e outras formações que alavanquem renda + autoestima. O lucro maior é ver monas independentes e em pé.
Dicas práticas (para salvar e mandar no grupo das monas)
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Observe atos, não promessas. Quem quer, se posiciona.
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Na dúvida, não transfira. Nem amor, nem Pix.
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Construa seu futuro. Curso, habilitação, poupança, um terreninho — invista em você.
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Não aceite o mínimo. Presença, respeito e responsabilidade são básicos.
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Sinta o corpo, conheça o prazer. Autoconhecimento (inclusive sexual) é potência.
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Se for para chorar, que seja de alegria. Ele foi? A vida segue — e melhora.
Trechos que ficaram na cabeça
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“Nada de boy liso. Se quer usufruir, tem que somar.”
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“Amor não paga boleto.”
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“Boniteza não enche barriga — mas autoestima levanta a vida.”
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“Bem no seu nome. Termina, ele leva.”
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“Casamento não é prisão.”
